Blogue do Departamento Curricular de Línguas do Colégio Senhor dos Milagres, Leiria
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
ACADEMIA DE FRANCÊS
No sentido de motivar os alunos do 2.º ciclo para a
aprendizagem de uma nova língua estrangeira, que iniciarão no 3.º ciclo, a
Academia de Francês surge como um espaço em que os discentes terão oportunidade
de conhecer a língua no seu todo (como disciplina, como parte integrante de uma
cultura e como meio de comunicação universal), experienciando situações
linguísticas diversificadas e contextualizadas.
O trabalho realizado neste tipo de espaço permite uma
aprendizagem mais significativa, aliciante e motivadora, uma vez que as
estratégias utilizadas no tratamento dos conteúdos se baseiam, essencialmente,
na experimentação e na manipulação de materiais, bem como na vivência de
experiências de comunicação e interação mais dinâmicas.
Atendendo à importância histórica e cultural da língua
francesa, considera-se importante que a Academia possa garantir uma formação
adicional nesta área.
Objetivos
- Motivar os alunos, desenvolvendo o gosto pela língua
francesa
- Dotar os alunos de bases no âmbito da disciplina de
Francês, com vista à transição de ciclo
- Desenvolver a capacidade de aquisição de competências
linguísticas
Atividades
- Exploração de vocabulário fundamental
- Simulação / criação de diálogos em situações do quotidiano
- Realização de atividades de compreensão oral, apoiadas em
gravações áudio e músicas
- Exploração de elementos fundamentais da cultura francesa e
francófona
- Introdução de conteúdos de funcionamento da língua
fundamentais
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
BOM ANO 2015/2015
Os elementos do Departamento Curricular de Línguas deseja a todos um excelente ano 2014/2015.
Carla Martins (Português / Inglês / Academia de Teatro)
Cláudia Anastácio (Português / Inglês - coordenadora)
Diogo Monteiro (Português / Francês / Academia de Francês)
Inês Ferreira (Português / Inglês / Academia de Espanhol)
Liliana Catarino (Português / Inglês)
Maria João Ervilha (Português)
Susana Simões (Português / Inglês)
Carla Martins (Português / Inglês / Academia de Teatro)
Cláudia Anastácio (Português / Inglês - coordenadora)
Diogo Monteiro (Português / Francês / Academia de Francês)
Inês Ferreira (Português / Inglês / Academia de Espanhol)
Liliana Catarino (Português / Inglês)
Maria João Ervilha (Português)
Susana Simões (Português / Inglês)
sábado, 26 de abril de 2014
Conto do 3.º Ciclo (Semana da Leitura)
Num dia cinzento de inverno, passeava
Maria com ar terno pelo jardim do seu solar plantado junto ao mar. Olhava o
horizonte e viu um barco, pasmada perguntou “será descobridor ou apenas piratada?”. Ei-la assim assustada,
irrompeu em correria! O que será que acontecia?
8.º B - Maria correu para casa gritando
pela mãe:
– Mãe! Vem ver o barco que se
aproxima da costa! Serão piratas?
Ao ouvir isto, a mãe desceu as
escadas apressadamente e ambas correram em direção à praia. Avistaram o barco
que se aproximava cada vez mais e ficaram espantadas quando viram a bandeira negra
no topo do mastro...
8.º A – Mãe, são mesmo piratas! Olha a
bandeira! – exclamou a Maria.
A mãe achou melhor regressarem a
casa e alertaram as outras pessoas que viviam perto da costa. No entanto,
ninguém acreditou nelas, pois julgaram ser apenas uma partida.
9.º B - Mas não era uma partida. Tratava-se
da realidade, um barco pirata dirigia-se para costa a grande velocidade. Só nessa
altura toda a população da ilha se apercebeu da gravidade da situação. Tarde
demais, estavam cercados pelos piratas que procuravam o bem mais valioso de
Portugal, os primeiros textos escritos em português por ordem do rei D. Dinis.
8.º C - Ao perceber a ameaça ao seu
património, a população decidiu reunir todos os textos e guardá-los no
esconderijo secreto da ilha. Assim, todos os habitantes que tinham em sua posse
os textos de D. Dinis correram a buscá-los para que ficassem em segurança e à
guarda do Ancião da ilha.
9.º C - A população entregou os livros ao Ancião.
Maria continuou a observar os piratas e apercebeu-se de que os mesmos não queriam
apenas o bem mais valioso do país, queriam também destruir o território e aprisionar
os habitantes.
Quando Maria se dirigia para contar
ao Ancião o que tinha descoberto, ouviu-o a falar com um dos piratas sobre a
entrega dos textos.
7.º A – Onde estão os textos? –
perguntava o Barba Negra irritado.
– Aqui os tem, mas primeiro o acordo…
– respondeu seguro o Ancião, mostrando um monte de folhas. – Mas não estão
completos…
Os dois homens iniciaram uma
discussão, pois ambos eram astutos e queriam ficar a ganhar. Enquanto isto, o ancião
meditava numa forma de enganar o pirata:
– Então, se eu entregar os textos
errados? Será que eles acreditam? – pensou.
Pelo sim, pelo não, falou com os
piratas e prometeu entregar-lhes os valiosos documentos.
– Agora, subitamente, vais
entregar-nos os textos de livre vontade? – questionaram desconfiados os
piratas.
– Não, quero apenas que se vão
embora sem fazer mal a ninguém. – afirmou assustado o Ancião.
Os piratas acreditaram e marcaram
um encontro para mais tarde.
7.º B - O Ancião foi-se embora e os piratas
também. Maria correu a contar ao Lucas, o seu melhor amigo, a conversa que
tinha ouvido. Assim, já duas pessoas sabiam do diálogo entre o Ancião e os
piratas.
Ao chegar ao encontro, na hora
marcada, o guardião da ilha estava vigiado por muitos piratas, mas o que eles
não sabiam era que Lucas e Maria tinham trocados os textos: na posse dos
malvados estavam os falsos.
9.ºA - Feita a troca, os piratas voltaram
para o seu barco, para preparar a partida, mas Barba Negra apercebeu-se, ao
analisar melhor os documentos, de que estes eram falsos. Furiosos por terem
sido enganados, os piratas regressaram à ilha e fizeram o Ancião refém,
ameaçando-o de morte, caso os habitantes da ilha não lhes entregassem os textos
originais. No entanto, como o Lucas não quis dizer onde se encontravam os
textos que tinham trocado, Barba Negra perdeu a paciência e atirou-o ao mar com
sacos de areia atados aos pés, acabando por afogar-se.
7.ºC - Maria nem queria acreditar. Subitamente
o seu coração enchia-se de ódio para com os piratas. Chorou, chorou, chorou…
até se lembrar de que não era a chorar que a ilha se livrava deles. Então, teve uma
ideia! Procurar a ajuda de Mun Lee, um guerreiro japonês cego que vivia, havia
muitos anos, refugiado no interior da ilha.
– Mun Lee, precisamos da tua ajuda!
– gritou Maria desesperada.
– Por que havia eu de te ajudar? –
perguntou Mun Lee.
– Nós precisamos de ti… – chorava a menina. E depressa lhe contou todos
os incidentes que envolviam os piratas e os valiosos textos.
– Não vos irei ajudar. – respondeu prontamente
ao pedido de Maria.
A menina saiu desiludida e
dirigiu-se à praia, sem saber muito bem o que fazer. Mun Lee ficou a refletir
no que Maria lhe tinha dito e decidiu ajudá-los, pois o seu mestre tinha-lhe
ensinado que quando somos movidos pelo rancor, uma nova guerra pode acontecer. Apressou-se
a alcançar Maria, guiado pelo seu olfato e destreza e rapidamente a alcançou.
Explicou-lhe então a sua mudança de atitude e combinaram uma forma de travar os
piratas.
Chagados à costa, meteram-se no pequeno
barco, que o pai de Maria lhe oferecera quando era pequena, navegaram até
chegar ao barco pirata e com a ajuda de uma corda subiram a bordo. De seguida, puseram
em prática o plano combinado e em dois tempos uma grande explosão fez afundar o
barco.
Nunca mais ninguém ouviu falar dos
piratas e do seu capitão Braba Negra. Quanto aos valiosos textos, os primeiros
escritos em português, esses continuam a ser vistos e admirados no museu da ilha.
Conto do 2.º Ciclo (Semana da Leitura)
Era uma vez uma
menina que escrever não sabia. Mas o seu desejo era tão grande e sincero que
partiu de sua casa, de mala às costas, procurando pelo mundo fora quem a
ensinaria.
Ei-la aqui
chegada, tão só e cansada… achais que pode ser ajudada?
(6º C) Chegada à porta do
Mosteiro, admirou assombrada o seu tamanho. Era alto, sólido, construído em
pedra clara de calcário. A meio da fachada, via-se uma rosácea com vitrais
coloridos. A porta era enorme, em arco redondo de madeira forte com uma grande
fechadura de ferro. Usou o pendente em forma de leão para bater…
Esperou… e esperou
mais um pouco… até começar a ouvir ao longe passos ecoando no interior. A
enorme porta abriu-se rangendo e de lá de dentro um monge espreitou.
A menina, de seu
nome Maria, deu um passo atrás assustada.
(5.º C) O monge era muito
alto e grande, ao contrário dela, que ao vê-lo se sentiu minúscula. O cabelo
castanho cobria-lhe a cara, tornando-o ainda mais assustador.
Maria deu dois
passos atrás, mas prontamente o monge lhe dirigiu palavras simpáticas:
- Não te assustes!
Aqui ninguém te fará mal!
Maria não disse
nada.
Estendendo-lhe a
mão, o monge convidou-a a entrar e perguntou-lhe:
- Como te chamas?
A medo, a menina
respondeu:
- Maria…
No mesmo tom
simpático, o monge continuou:
- O que te traz
aqui, Maria?
(6º A) Maria, a medo,
transmitiu ao monge que a sua missão era aprender a escrever.
O Monge sorriu…
carinhosamente, abriu completamente a pesada porta do mosteiro e abriu caminho
a Maria.
A menina seguiu
atrás dele, enquanto admirava a grandeza do espaço. Altas colunas suportavam um
teto abobadado. O ar era frio… mas acolhedor.
Enquanto caminhava
pelo chão de tijoleira imaculadamente encerada, a sua insegurança acerca da
aventura que a esperava, crescia.
O monge deteve-se
diante de uma alta escadaria de pedra.
- No cimo desta
escada, encontrarás o que procuras… vamos – o monge começou a subir sempre com
Maria no seu encalço.
No topo da
escadaria, o monge abriu mais uma porta de madeira. O que se vislumbrou lá
dentro fez os olhos de Maria brilharem como estrelas. E o seu peito encheu-se
de emoção.
Altas estantes
cheias de livros atafulhavam a sala. Maria estava maravilhada.
Olhou
distraidamente pela janela e no jardim do claustro do mosteiro observou aquilo
que lhe pareceram ser várias crianças da sua idade.
(6ºB) Maria constatou
que essas crianças estavam a ler e a escrever. Curiosa, perguntou ao monge:
- Será que
poderei, eventualmente, aprender a ler e a escrever como aquelas crianças?
- Claro que sim!
Se esse é o teu desejo, deves realizá-lo. – respondeu o monge. – No entanto,
primeiro, teremos que testar as tuas capacidades.
Nesse sentido, o
monge propôs-lhe um desafio, colocando-lhe à sua frente um lápis e uma folha
para verificar o que ela sabia fazer.
Perante este
desafio, Maria ficou nervosa, pois sabia que apenas conseguiria escrever o seu
nome. Rascunhando, ela tentava escrever algo, porém, sentiu-se entre a espada e
a parede, pois eram apenas rabiscos.
(5ºB) Após esta prova, o monge pensou como poderia resolver aquela situação e decidiu
dedicar-se a ajudá-la a aprender a ler e a escrever.
Com esta sugestão,
Maria ficou muito receosa, pois considerava que não iria conseguir. No entanto,
o monge tranquilizou-a, dizendo-lhe:
- Não estejas
nervosa. Com o tempo verás que consegues.
Dia após dia, o
monge reparava que Maria estava a progredir e estava cada vez mais interessada
pela leitura e pela escrita, por isso propôs-lhe que escrevesse um texto.
(5.º A) Maria, muito
entusiasmada, aceitou o desafio. Era o seu primeiro texto e ela queria que
ficasse perfeito, por isso sentia o coração a bater muito, como se a qualquer
momento saísse pelo seu peito. Então, o monge, vendo o estado da menina, deu-lhe
um conselho:
- Leva o tempo que
precisares, não te esqueças que estamos sempre aqui para te apoiar.
Ouvindo estas
palavras, Maria sentiu-se mais segura e confiante. Começou a escrever e pensou
que seria muito bonito escrever uma carta aos monges que a tinham ajudado a
realizar o seu sonho. Quando acabou de escrever a carta, Maria dirigiu-se aos
aposentos do monge e deixou a carta em cima da secretária. Nesse instante,
reparou num grande livro que tinha como título “Os primeiros textos escritos em
Português”. Vendo isto, Maria percebeu que como o seu primeiro sonho já estava
realizado, na continuação do mesmo, decidiu partir pelo mundo com a missão de
ensinar todas as crianças que tal como ela tinham como maior desejo aprender a
escrever…
segunda-feira, 10 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
Nuno Valente vem ao Colégio!

O Autor Nuno Valente estará no Colégio no próximo dia 20 de março, no âmbito da "Semana da Leitura", para estar à conversa com os alunos sobre o seu trabalho e os seus livros. Fica atento e fala com o teu professor de Português para saber mais...
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